Como deverá funcionar o Pix automático em 2024?

Se você é brasileiro, é muito provável que, em algum momento da sua vida, você tenha utilizado o Pix para realizar alguma transação. Implementado no país em 2020, esse método de pagamento tornou-se cada vez mais comum entre os brasileiros, proporcionando facilidade e rapidez nas operações financeiras, além de aumentar a segurança das transações.

Desde a sua introdução, o Banco Central tem promovido melhorias contínuas e adicionado funcionalidades ao Pix, buscando aprimorar ainda mais essa ferramenta e torná-la mais eficiente. Uma das mudanças previstas é a introdução da função Pix automático, embora seja importante destacar que o Pix não pode substituir completamente o dinheiro físico. Com a expectativa em torno dessa atualização, é natural que surjam dúvidas sobre seu funcionamento. Para ajudar a esclarecer essas questões, nossa equipe compilou as informações mais relevantes sobre esse tema.

A trajetória do Pix até aqui

Antes de explorar as mudanças previstas, é crucial relembrar a história do Pix e suas significativas repercussões. Essa inovadora ferramenta foi introduzida em novembro de 2020 pelo Banco Central do Brasil e desde então tem ganhado cada vez mais usuários e adeptos.

O projeto teve seu início em 2016, mas só foi concluído e implementado em 5 de outubro de 2020, quando o acesso para o cadastro de chaves foi liberado. Posteriormente, entre 5 e 15 de novembro, iniciou-se a fase de testes da ferramenta. Durante esse período, o Banco Central avaliou o funcionamento do Pix e preparou-se para identificar possíveis falhas no sistema. Após esse processo, o uso foi totalmente liberado para a população após meados de novembro de 2020.

Desde então, os pagamentos tornaram-se revolucionários no cotidiano dos brasileiros. Liquidar dívidas ficou mais fácil e rápido, ocorrendo de forma instantânea e sem a cobrança de taxas. No entanto, o Banco Central está empenhado em aprimorar a ferramenta, tornando-a mais abrangente e eficiente para atender às necessidades dos usuários.

Detalhes do funcionamento do Pix automático

A lógica por trás dessa funcionalidade fundamenta-se na instituição de pagamentos automáticos com uma periodicidade definida, similar ao que ocorre com o débito automático já existente. A principal distinção entre o Pix automático e o débito automático convencional é que este último requer acordos com outras instituições.

Dessa forma, esses pagamentos seriam debitados automaticamente da conta, mediante uma autorização prévia do usuário, simplificando ainda mais a realização de pagamentos. Essa autenticação seria necessária apenas uma vez e poderia ser revista ou alterada a qualquer momento pelo usuário, conforme ele utilize a ferramenta ou efetue o pagamento de suas contas. Um ponto relevante é que essas operações não acarretarão custos para os usuários das contas, embora seja possível que as empresas associadas tenham que suportar algumas despesas junto ao Banco Central.

A novidade já vem sendo discutida

Recentemente, o Banco Central anunciou um ajuste no cronograma de lançamento dessa nova funcionalidade. Anteriormente programada para abril de 2024, a data foi prorrogada para outubro, representando um acréscimo de 6 meses. Essa extensão se deve à complexidade do desenvolvimento colaborativo, envolvendo o Banco Central, instituições financeiras, empresas de pagamento e diversos setores interessados.

O escopo de serviços que poderão ser pagos com o Pix automático é amplo, oferecendo diversas possibilidades. Confira a seguir:

  • Contas de serviços públicos, como água, energia e telefone;
  • Serviços por assinatura, incluindo streaming, jornais, portais informativos e internet;
  • Mensalidades de planos de saúde, academia, condomínio e escola;
  • Serviços financeiros, como consórcios, financiamentos, empréstimos e seguros.

O Pix automático tem como objetivo viabilizar esses pagamentos mensais sem a necessidade de verificações e autenticações a cada transação. Uma opção de cadastramento dessas contas é por meio de códigos QR vinculados às faturas. Essa ferramenta promete maior facilidade e praticidade nos pagamentos, podendo ser amplamente utilizada para quitar contas e dívidas.

Segurança

Um aspecto crucial a ser considerado na implementação desse aprimoramento na ferramenta é a segurança das transações automáticas. Essas operações devem ser meticulosamente protegidas e planejadas para operar de maneira integral, sem causar qualquer prejuízo aos usuários.

Em 3 de outubro deste ano, ocorreu uma reunião entre os membros do Fórum Pix, na qual o Banco Central e outras instituições financeiras participantes discutiram a possibilidade de adotar um canal de denúncias contra fraudes como uma medida de aprimoramento da segurança. Inicialmente, essa medida seria uma recomendação, evoluindo para uma possível obrigatoriedade nos aplicativos bancários.

Será o fim do DDA e do débito automático?

Esses dois métodos, o DDA e o débito automático, estão em uso no mercado desde antes do Pix e apresentam funcionalidades bastante semelhantes à proposta do Pix automático. Com o lançamento dessa nova funcionalidade, surge a dúvida sobre a possibilidade de o Pix automático substituir seus predecessores. De fato, o Pix automático pode substituir esses métodos?

  • O DDA (Débito Direto Autorizado) é uma funcionalidade que procura e agrupa todos os boletos emitidos no CPF do usuário, permitindo que ele autorize e agende o pagamento automático para a data mais conveniente.
  • Já o débito automático é realizado apenas com instituições que tenham acordos com bancos, como empresas de água e energia, por exemplo. O pagamento é debitado automaticamente da conta-corrente do usuário.

Nesse contexto, o Pix automático surge como um método mais abrangente e eficaz de pagamentos, pois não se restringe apenas às instituições com acordos específicos, mas engloba diversas empresas que buscam facilitar os pagamentos e simplificar a vida dos usuários.

De maneira geral, a expectativa é de que o Pix automático seja muito bem recebido pelos brasileiros e tenha uma boa aceitação. No entanto, afirmar que o débito automático e o DDA serão extintos é uma afirmação imprecisa, pois cada método tem sua funcionalidade e necessidade. É bastante provável que a flexibilidade e facilidade dessa automatização do Pix atraiam mais usuários, consolidando-se como uma grande vantagem competitiva em relação aos outros meios. Além disso, não podemos ignorar a crescente demanda por métodos de pagamento inovadores, como os utilizados por cassinos que pagam via Pix.

Antonio Pereira

Antonio Pereira é um profissional experiente, com mais de uma década de experiência no dinâmico setor de cassinos. Como especialista em conteúdo, ele aprimorou suas habilidades em uma gama diversificada de funções, contribuindo significativamente para o crescimento e a inovação do setor. O amplo conhecimento de Antonio abrange várias facetas do mundo dos cassinos, desde estratégias de jogos até tendências do setor. Com um histórico comprovado de mais de 10 anos, ele continua a ser um ativo valioso, oferecendo insights que combinam um profundo entendimento do negócio com uma paixão por impulsionar a excelência no setor de cassinos.

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